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A deputada federal e candidata à reeleição Sâmia Bomfim esteve em Sorocaba nesta segunda-feira (14) para uma agenda que incluiu visita à Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), diálogo com movimentos sociais, atividade cultural e mobilização nas ruas. Ao lado da vereadora Fernanda Garcia – que é candidata a deputada estadual pelo PSOL – Sâmia também se comprometeu a levar ao Congresso Nacional a denúncia contra o projeto da chamada Marginal Direita, obra da Prefeitura de Sorocaba que, segundo movimentos ambientalistas locais, ameaça uma área de proteção ambiental e uma floresta urbana às margens do Rio Sorocaba.

A agenda começou com uma visita ao campus da UFSCar, onde Sâmia esteve no espaço de vivência estudantil e na sede da Associação dos Docentes da UFSCar (ADUFSCar). Na sequência, realizou panfletagem no Calçadão da Braguinha. Mais tarde, participou de um diálogo com o Movimento Justiça Climática Sorocaba e, acompanhada de Fernanda, conheceu as reivindicações contra a obra da Marginal Direita.

Defesa do Rio Sorocaba e da comunidade quilombola

Durante o encontro com os movimentos, Sâmia afirmou que a obra representa um grave risco ambiental em um contexto de emergência climática. “É um grande absurdo, porque se trata de uma área de proteção permanente indispensável, inclusive para que, em dias de chuva, o rio não transborde e não alague a cidade. Sem contar que ali, obviamente, existe uma biodiversidade que precisa ser preservada e respeitada”, afirmou.

Outro ponto destacado pelos movimentos é a existência de uma comunidade quilombola no entorno do Rio Sorocaba, que não teria sido consultada previamente sobre o empreendimento. Sâmia afirmou que a legislação prevê a consulta prévia às comunidades afetadas e criticou a condução do projeto pela Prefeitura. “A legislação obriga a consulta prévia à comunidade antes de qualquer empreendimento ser feito, e a Prefeitura está desrespeitando, desconsiderando tudo isso”, disse.

A candidata também anunciou que pretende levar a pauta ao Congresso Nacional e articular uma manifestação de solidariedade à população de Sorocaba e de repúdio à obra. “Fica aqui o nosso apoio, nossa solidariedade e nosso esforço junto à Comissão de Meio Ambiente. Vou levar esse tema para o Congresso Nacional e tentar aprovar uma moção de solidariedade ao povo de Sorocaba e de repúdio à Prefeitura por estar executando uma obra numa área de preservação ambiental num contexto de crise climática”, afirmou.

Cultura e diálogo com a cidade

Durante a agenda, Sâmia também assinou uma carta-compromisso com a cultura elaborada pelo Coletivo de Mobilização pela Cultura Sorocabana Sozinho Não Dá, fortalecendo o diálogo com artistas, produtores e movimentos culturais da cidade.

A passagem por Sorocaba também incluiu atividades de rua no centro do município, com panfletagem no Calçadão da Braguinha, também com Fernanda Garcia. A candidata à ALESP tem atuado na cidade em defesa das pautas ambientais e sociais apresentadas durante a agenda.

Quase R$ 6 milhões em emendas

A visita também reforçou o histórico de atuação de Sâmia em Sorocaba por meio de emendas parlamentares. Ao longo de seus dois mandatos na Câmara dos Deputados, foram destinados mais de R$ 5,82 milhões para iniciativas no município nas áreas de saúde, educação, ciência e cultura.

Entre os investimentos estão R$ 2,6 milhões destinados à Santa Casa de Misericórdia, incluindo R$ 1,4 milhão para a reforma da Unidade de Atenção Especializada e do Pronto-Socorro e R$ 1,2 milhão para a aquisição de um tomógrafo computadorizado de 64 canais.

Na UFSCar, foram destinados R$ 300 mil para a implantação do Observatório Astronômico Educativo e R$ 400 mil para o Laboratório de Tecnologia Educacional. Já o campus Sorocaba do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) recebeu R$ 820 mil para a montagem de laboratórios e outros R$ 200 mil para a estruturação do Laboratório de Tecnologia Assistiva, voltado à inclusão de pessoas com deficiência.

Também foram destinados R$ 800 mil para reformas e adequações estruturais em unidades básicas de saúde dos bairros Aparecidinha e Brigadeiro Tobias; R$ 500 mil para o Grupo de Pesquisa e Assistência ao Câncer Infantil (GPACI); e R$ 200 mil para o projeto Girls Rock Camp Brasil, voltado ao protagonismo e ao empoderamento de meninas por meio da música.

Foto: Rebeca Meyer/ASCOM