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A deputada federal e candidata à reeleição Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e a candidata a deputada estadual Carolina Simon, coordenadora da Frente pela Vida das Mulheres, encaminharam nesta sexta-feira (21) ofício à reitora da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), Ana Cristina de Oliveira Lima, cobrando medidas urgentes diante do “ranking sexual” produzido por acadêmicos do curso de Psicologia da instituição, em Presidente Prudente. O caso, que envolveu o uso não autorizado de imagens de estudantes mulheres, mobilizou estudantes e ativistas e é investigado pela Polícia Civil.

No documento, Sâmia e Carolina classificam o episódio como uma manifestação grave de misoginia e de naturalização da violência contra as mulheres no ambiente universitário. As candidatas cobram da universidade uma apuração formal e transparente dos fatos, o acolhimento e a proteção das mulheres atingidas e a adoção das medidas disciplinares cabíveis, caso as responsabilidades sejam confirmadas.

O ofício também reivindica a criação de canais seguros para denúncias de assédio, misoginia e violência de gênero e a implementação de ações educativas permanentes sobre violência contra as mulheres, cultura do estupro e ética profissional. As autoras defendem ainda o encaminhamento das informações e provas disponíveis ao Ministério Público do Estado de São Paulo e aos demais órgãos competentes para a apuração de eventuais responsabilidades.

A cobrança ocorre após uma manifestação realizada na quinta-feira (20), em Presidente Prudente, que reuniu estudantes e ativistas para exigir providências diante do caso. Sâmia e Carolina afirmam, no documento, fazer coro às reivindicações apresentadas pela mobilização e cobram que a universidade institucionalize e efetive práticas permanentes de enfrentamento à violência contra as mulheres e à misoginia.

Combate à violência contra mulheres nas universidades

No ofício, Sâmia também destaca o Projeto de Lei nº 2.825/2022, de sua autoria, em tramitação no Senado, que estabelece diretrizes gerais para o combate à violência contra a mulher no ambiente universitário. A proposta busca criar estruturas especializadas de prevenção, escuta e enfrentamento ao assédio e à violência contra as mulheres nas universidades.

Para as candidatas, o episódio reforça a necessidade de políticas permanentes de prevenção e enfrentamento à violência de gênero no ambiente universitário, com mecanismos de acolhimento, proteção e responsabilização.

“É inaceitável o ranking sexual misógino feito por alunos da Unoeste em Presidente Prudente. É preciso que a universidade e as autoridades tomem todas as medidas cabíveis e, mais do que isso, que toda mobilização feminista seja feita para rechaçar a cultura do estupro e a ideologia redpill”

afirmou Sâmia

A deputada também destacou as reivindicações apresentadas no ofício: “Estamos cobrando apuração formal e transparente dos fatos, acolhimento e proteção das vítimas, garantias contra intimidação ou retaliação a denunciantes, medidas disciplinares cabíveis, canais seguros de denúncia, ações educativas permanentes e o encaminhamento do caso aos órgãos competentes. Chega de misoginia. Todo apoio às vítimas”.

A iniciativa de Sâmia e Carolina reforça a defesa de que universidades sejam espaços seguros para as mulheres e tenham políticas institucionais permanentes de prevenção e enfrentamento à violência de gênero. A cobrança também busca garantir que o caso seja devidamente apurado e que eventuais responsáveis sejam responsabilizados.