Arte e cultura são indispensáveis para pensar, propor e inventar um mundo novo! Por isso, elas não são apenas temas de campanha. Arte e cultura são formas de compreender, representar e imaginar a nós mesmos e a sociedade.
Se existe algo que o capitalismo sabe fazer muito bem, é nos convencer de que não existem alternativas a ele. Nossos mandatos, há anos, têm mostrado o contrário disso.
Na arte e na cultura não é diferente. Nosso projeto e o convite para o diálogo que estamos fazendo propõem substituir a lógica do empreendedorismo, das indústrias criativas, das monetizações e das renúncias fiscais pela emergência da soberania popular.
Contra a padronização, o pragmatismo, o cinismo e a vulgaridade, propomos a imaginação radical que a arte e a cultura são capazes de criar. Elas são mais do que espelhos da realidade: podem criar a realidade. Por isso, estão no coração de um projeto de emancipação humana.
Arte e cultura públicas são condição para uma vida plena, livre de toda opressão, exploração e preconceito. Por isso, precisamos inverter a maioria das prioridades atuais. Sabemos que é necessário aumentar os recursos para os programas atuais e que outros tantos precisam ser criados, vinculados a ações estruturantes e perenes.
Sabemos que é importante aperfeiçoar e fortalecer a Política Nacional Cultura Viva. Assim como sabemos que equipamentos públicos são essenciais: casas de cultura, centros culturais, teatros, bibliotecas, museus, cinemas, espaços comunitários e estúdios de gravação. O poder público deve criá-los e mantê-los, com servidores concursados suficientes, valorizados e bem remunerados, com recursos para as atividades e com participação social democrática, como prevê o Sistema Nacional de Cultura (SNC), o “SUS da Cultura”, tanto no planejamento quanto na gestão.
Arte e cultura, do ponto de vista público, não rimam com lucro, empreendedorismo e novos modelos de negócios. Basta de privatizações e terceirizações. Não precisamos de organizações sociais (OSs e OSCIPs) dizendo o que podemos e o que não podemos fazer.
Não é coincidência que, durante o governo Collor, que surfava na onda neoliberal, tenham se consolidado as leis de renúncia fiscal, como a Lei Rouanet (Lei nº 8.313/1991). Elas foram criadas para privatizar e concentrar recursos públicos, deixando as definições culturais nas mãos de grandes empresas e seus departamentos de marketing.
Arte e cultura – como saúde, educação, moradia e transporte – são direitos sociais. Elas não podem ser tratadas como mercadorias ou mero entretenimento.
Mais do que nunca, precisamos de arte e cultura públicas. Para a emancipação!
Defendemos
- Orçamento para a Cultura - Estabelecimento constitucional do piso mínimo de 3% para o orçamento da cultura em âmbito federal e de 2% nos estados e municípios.
- SNC - Aperfeiçoamento e priorização da implementação integral do Sistema Nacional de Cultura, garantindo a continuidade das ações culturais em todos os níveis administrativos. Cobrança pela aplicação correta da legislação vigente do SNC. Construção das metas do Plano Nacional de Cultura com ampla participação social. Conselhos deliberativos e eleitos democraticamente em todo o país.
- Previdência - Luta pela criação e garantia de aposentadoria especial da cultura e pelo seguro-desemprego, em períodos de intermitência, para trabalhadores e trabalhadoras da cultura.
- Fomento - Ampliação, incentivo e promoção de investimentos diretos, descentralizados e transparentes da verba pública, voltados para o conjunto dos setores culturais e artísticos. Revisão e aperfeiçoamento das regras da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) e dos programas de transferência de recursos da cultura.
- Cultura e Educação - Estímulo às parcerias da cultura com a educação, principalmente para a construção de cursos técnicos e de ensino superior para gestão, produção e áreas técnicas.
- Concurso Sim, Privatização Não! - Luta contra terceirizações e outras formas de privatização e incentivo para a realização de concursos públicos. Luta para restringir e regular o uso dos recursos da Cultura por empresas terceirizadas para atividades-meio de secretarias de cultura. Luta pelo fortalecimento e ampliação do efetivo de servidores dos órgãos de cultura por meio de concursos públicos para cargos técnicos do Ministério da Cultura (MinC) e de secretarias estaduais e municipais. Revisão e reestruturação de carreiras públicas da cultura para a implantação do Sistema Nacional de Cultura e de programas em todo o país.
- Políticas Estruturantes: Luta pela criação de políticas públicas consistentes para a circulação, difusão, internacionalização e residências para coletivos e fazedores de cultura e suas produções.
O que Sâmia fez
- Propôs e lutou pela aprovação do Dia Nacional de Luta dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Cultura, que posteriormente virou lei federal (Lei 14.618/2023).
- Propôs o Prêmio Zé Celso para trabalhadores do setor cultural.
- Defendeu políticas estruturantes para trabalhadores da cultura e participou dos debates sobre a reconstrução da política cultural e da defesa do Sistema Nacional de Cultura.
- Acompanhou a mobilização nacional e as reivindicações dos servidores públicos federais da Cultura para garantir avanços junto ao Governo Federal sobre a reestruturação das carreiras.
- Realizou audiência pública para debater a taxação de livros e o direito à educação e à cultura.
- PL 146/2023: Institui o Dia Nacional de Memória, Verdade e Justiça pelos Crimes contra a Democracia e em defesa das liberdades democráticas, a ser anualmente celebrado no dia 08 de Janeiro.
Leia também
Continue conhecendo nosso programa político.
- Assistência Social
- Ciência e Tecnologia
- Defesa Animal
- Economia
- Esporte
- Juventude
- LGBTQIA+
- Mulheres
- Pessoas com Deficiência
- Povos e Comunidades de Matrizes Africanas
- Povos Indígenas
- Saúde
- Segurança Alimentar e Nutricional
- Soberania Digital
- Soberania e Internacionalismo
- Trabalho
- Transporte
- Urbanismo e Direito à Cidade
Essa pauta também move você?
Faça parte da campanha e ajude a construir essa luta com a gente.