Pular para o conteúdo

Programa Político

LGBTQIA+

LGBTQIA+: Direitos, Democracia e VidaA luta por dignidade e direitos continua!

Por todo o mundo, a extrema-direita tem eleito a população LGBTQIA+ como uma de suas maiores inimigas. Nos Estados Unidos, Donald Trump está realizando uma verdadeira cruzada contra as pessoas trans, incentivando os estados a banir drag queens como forma de criminalizar a transição, obrigando pessoas trans retificadas a emitirem documentos com o nome morto e o gênero errado e aprovando leis que as proíbem de usar o banheiro. Na Inglaterra, a partir da influência de JK Rowling, a Suprema Corte mudou a definição constitucional da palavra “mulher” para incluir apenas mulheres cisgênero. Em Berlim, o mundo todo assistiu, em choque, a um atentado contra a Parada do Orgulho, que deixou um morto e 29 feridos.

No Brasil, essa ala política tem se utilizado dessa estratégia desde que começou a se articular, na década passada. Em 2018, Jair Bolsonaro ganhou destaque nacional ao espalhar uma série de notícias falsas, como a do “kit gay” que estaria sendo distribuído nas escolas, por exemplo. Já em seu mandato, extinguiu o Conselho Nacional de Combate à Discriminação LGBT+, vetou o financiamento de produções LGBTQIA+ pela Ancine, entre outros retrocessos. Hoje em dia, figuras como Lucas Pavanatto, Nikolas Ferreira e setores da extrema-direita seguem espalhando pânico sobre esse setor da população, disseminando desinformação e influenciando o ódio contra pessoas LGBT.

Como uma das expressões recentes dessa perseguição, o Conselho Federal de Medicina, aparelhado por setores de extrema direita, tem sido um dos maiores inimigos da comunidade LGBTQIA+, adotando resoluções como a de número 2.427/2025, que restringe significativamente o acesso a terapias de transição hormonal e cirurgias de redesignação sexual. Nesse contexto, é mais importante do que nunca defender uma política de acesso à saúde LGBTQIA+, que envolva a concretização do Programa de Atenção Especializada à Saúde da População Trans (PAES PopTrans), a defesa e a expansão dos serviços de prevenção a Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) no SUS e a oferta de postos de atendimento humanizados, sensíveis às questões da comunidade.

Diante do aumento da violência motivada pela LGBTfobia, é fundamental fomentar uma esquerda que não trate nossas pautas como moedas de troca e que todas as políticas públicas do Governo Federal incorporem, de forma transversal, a diversidade sexual e de gênero. Defendemos a criação de delegacias e núcleos especializados onde houver demanda, protocolos nacionais de atendimento, canais específicos de denúncia e um Sistema Nacional de Dados sobre a população LGBTQIA+, integrando informações de segurança pública, saúde, educação, assistência social e direitos humanos para orientar políticas públicas baseadas em evidências.

A precarização do trabalho é uma das violências que atingem a população LGBTQIA+. A exclusão escolar, o preconceito e a discriminação no mercado de trabalho empurram milhares de pessoas para a informalidade e a marginalização, realidade ainda mais grave para a população trans, que muitas vezes recorre à prostituição como única alternativa de sobrevivência.

Defendemos a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, medidas que beneficiam especialmente trabalhadores e trabalhadoras LGBTQIA+. Também é fundamental implementar políticas de inclusão produtiva, qualificação profissional, cotas para pessoas trans no serviço público e nas universidades federais, incentivos à contratação no setor privado, fiscalização contra a discriminação nas relações de trabalho e combate à desigualdade salarial.

Também é preciso firmar um compromisso com a defesa das famílias LGBTQIA+. Em meio aos ataques da extrema direita, são muitas vezes elas que sentem, no cotidiano, o impacto da exclusão e do preconceito. Defendemos a isonomia entre famílias homossexuais e heterossexuais perante a Justiça, de forma que todas tenham as mesmas oportunidades de constituição de família por meio da adoção e da inseminação artificial. Além disso, também é preciso adaptar o sistema de educação básica para que ele possa ser mais inclusivo a diferentes modelos familiares.

Diante das tentativas de criminalizar as Paradas do Orgulho, censurar manifestações culturais e restringir direitos da população LGBTQIA+, defendemos a liberdade de organização das manifestações, o apoio institucional às Paradas do Orgulho em todo o país e políticas de preservação da memória LGBTQIA+. Enquanto houver violência, discriminação e desigualdade, seguiremos nas ruas, lutando por democracia, justiça social e pelo direito de viver com liberdade, dignidade e orgulho.

Defendemos

Em defesa das Paradas e manifestações culturais LGBT!

Saúde

  • PAES PopTrans: Efetivação completa do Programa de Atenção Especializada à Saúde da População Trans, estabelecendo uma política nacional de transição pelo SUS.
  • Implementar ouvidorias especializadas no atendimento da população LGBTQIA+ no SUS.
  • Campanhas de combate ao preconceito e à discriminação contra pessoas trans, casais homoafetivos, pessoas com ISTs e trabalhadores e trabalhadoras sexuais nas instituições de saúde pública.

Educação

  • Implementação de cotas para pessoas trans em todas as universidades federais.
  • Construção de programa nacional de permanência e acompanhamento para estudantes trans em todos os níveis de ensino.
  • Incentivo a projetos de pesquisa e extensão voltados para a população LGBTQIA+, com ênfase em pesquisadores da comunidade.
  • Defesa de um programa de educação que estimule o debate de gênero e sexualidade dentro da sala de aula, bem como ensine a história do movimento LGBTQIA+.
  • Aperfeiçoar os canais de denúncia de violências.

Trabalho

  • Implementação de reserva de vagas para pessoas trans em concursos públicos.
  • Incentivo a iniciativas de inserção de pessoas trans no mercado de trabalho nos setores público e privado.

Famílias LGBTQIA+

  • Criação do Marco Civil das Famílias LGBTQIA+, que buscará garantir a isonomia entre todos os tipos de famílias em todas as esferas da sociedade.
  • Alterar a Constituição e o Código Civil para haver a previsão expressa do casamento homoafetivo.
  • Capacitação dos funcionários dos serviços públicos para o atendimento de famílias LGBTQIA+.

Casas de acolhimento

  • Campanha de fortalecimento de casas de acolhimento a pessoas LGBTQIA+ em situação de rua, expulsas de casa.

Combate à discriminação

  • Tipificação do crime de homofobia e transfobia como crimes próprio.
  • Campanhas permanentes de combate ao transfeminicídio, incluindo a adoção de livros didáticos que problematizem a temática, orçamento dedicado exclusivamente à temática e capacitação das/dos profissionais dos serviços públicos e privados para o enfrentamento da violência transfóbica.
  • Proibição da discriminação de pessoas trans em espaços generificados, como banheiros e vestiários.

O que Sâmia fez

  • PLP 156/2026: Altera a Lei da Ficha Limpa para tornar inelegíveis por oito anos pessoas condenadas por crimes de homotransfobia.
  • PL 2.253/2024: Estabelece a criação e o funcionamento ininterrupto das Delegacias de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADIs) em todo o país.
  • PL 2.119/2024: Declara a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.
  • PL 3.667/2020: Institui a isenção de taxas para retificação de nomes civis e gênero de pessoas transgênero, travestis, intersexuais ou não binárias.
  • PL 1.087/2023: Inclui dispositivo na Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014, para dispor sobre princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da internet no Brasil, determinando que as plataformas digitais implementem sistemas internos de monitoramento da disseminação de discursos de ódio direcionados a mulheres, negros e negras e LGBTQIA+.
  • PL 1.902/2022: Dispõe sobre o assento de nascimento de filho havido por inseminação artificial heteróloga no oficial de registro civil das pessoas naturais, independentemente do local onde a inseminação tenha ocorrido. Altera o inciso V do art. 1.597 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), para prever a necessidade de anuência de ambos os cônjuges ou, se o casal estiver em união estável, de ambos os companheiros, para fins de reconhecimento da filiação.
  • PL 4.399/2020: Institui o dia 29 de agosto como o “Dia Nacional da Visibilidade Lésbica”.
  • PL 3.741/2019: Cria o Programa Escola sem Discriminação de educação para o combate à violência contra LGBTs, voltado a professores de instituições públicas, e dá outras providências.
  • REQ 16/2022 CCULT: Moção de Repúdio ao fechamento do Museu da Diversidade Sexual de São Paulo e realização de Audiência Pública em defesa do equipamento.

Leia também

Continue conhecendo nosso programa político.

Essa pauta também move você?

Faça parte da campanha e ajude a construir essa luta com a gente.