Soberania e Internacionalismo
Em defesa da soberania e do internacionalismo!Eleger Sâmia Bomfim contra Trump e os traidores do Brasil!
A profunda crise do capitalismo complica cada vez mais a situação mundial e coloca grandes riscos para o Brasil. A extrema direita internacional, liderada por Donald Trump, se preocupa cada vez menos em esconder suas posições fascistas, enquanto o imperialismo dos Estados Unidos se faz cada vez mais presente por todo o planeta.
E tal imperialismo não amplia as agressões por sua força, mas justamente por sua fraqueza. Com sua hegemonia cada vez mais desafiada por potências emergentes e cada vez mais questionado por todo o planeta, o imperialismo norte-americano hoje deixa cada vez mais evidentes seus métodos violentos e autoritários. Apoiado pelos setores mais atrasados da burguesia mundial ligados às big techs, ao extrativismo predatório, aos combustíveis fósseis e à indústria armamentista, Trump hoje representa um enorme risco para a humanidade ao combinar a direção do principal país imperialista com a liderança do crescente movimento neofascista mundial.
As guerras de rapina e agressão se ampliam, como se demonstra no sistemático genocídio do povo palestino pelo sionismo aliado a Trump, nos ataques injustificados desse mesmo campo ao Irã, na agressão da Rússia de Putin contra a Ucrânia e em diversos outros exemplos. As tentativas de transformar o globo em um tabuleiro geopolítico a serviço das grandes potências afetam a todos e todas, mas especialmente os setores mais explorados e espoliados da classe trabalhadora.
Esse cenário se completa com novas e drásticas condições da realidade que se impõe no meio ambiente. A emergência climática é sentida cada vez mais duramente por todo o planeta, especialmente pelas populações pobres e racializadas do Sul Global, cujos meios de mitigação do clima são negados pelos mesmos governos que promovem a destruição e o desequilíbrio ambiental. Biomas inteiros correm risco de degradação ou mesmo de desaparecimento perante as drásticas mudanças, enquanto esperamos pelas consequências do chamado “Super El Niño”, que poderá afetar drasticamente o Brasil como um todo e o estado de São Paulo em particular.
Os aliados de Trump são traidores do Brasil
É nesse contexto que o bolsonarismo e outros grupos traidores do Brasil buscam vender nosso país, alinhando-se ao que há de mais atrasado no mundo em defesa de uma agenda reacionária, supremacista e militarista. As comemorações da família Bolsonaro decorrentes da guerra tarifária de Trump contra o Brasil demonstram a natureza dessa traição, mesmo que agora tentem esconder suas intenções. A conspiração golpista do 8 de Janeiro segue viva, atuando desde os Estados Unidos através de criminosos foragidos da Justiça brasileira, como também daqui do Brasil, especialmente ao redor do corrupto preso Jair Bolsonaro.
Esse fenômeno não é novo. Desde a eleição que levou Bolsonaro ao poder, vimos a articulação internacional da extrema direita para disputar o poder de forma combinada em diversos países. As relações do bolsonarismo com Steve Bannon, um dos principais propagandistas neofascistas internacionais, e outros do mesmo tipo já demonstravam que o principal método do imperialismo estadunidense para a intervenção estrangeira seria a desestabilização, combinando ameaças militares e econômicas com ataques operados desde dentro por setores alinhados aos EUA. Neste contexto, a guerra tarifária se junta à distribuição de fake news e a mais uma série de medidas antidemocráticas de pressão para subjugar o Brasil, reduzindo a soberania nacional através de todos os meios possíveis.
Os evidentes interesses de Trump em nosso país já estão declarados. Ele busca nossas terras raras, nosso potencial energético, nossos recursos naturais e nosso mercado consumidor, pressionando o governo Lula da mesma forma que faz com outros governos que não estejam totalmente subordinados a seu projeto de poder. O ataque ao Pix, mecanismo de transferência monetária que representa um patrimônio tecnológico do país, vem nesse sentido como um dos principais argumentos para o recente tarifaço, ainda que combinado com suposições demagógicas ao redor do desmatamento e do trabalho análogo à escravidão.
Derrotar Flávio Bolsonaro nas eleições é derrotar politicamente os traidores da pátria, os lacaios de Trump que buscam vender o país e subjugar nosso povo. Os outros candidatos da direita vão no mesmo sentido entreguista, tornando-os um bloco coeso contra os interesses do país. Sâmia foi parte do acionamento da PGR, em conjunto com parlamentares do PSOL e da Rede, contra as ações de Flávio Bolsonaro dos EUA, assim como diversas outras iniciativas do tipo ao longo da última legislatura.
É nesse cenário que as próximas eleições brasileiras ocorrerão, fazendo do nosso país um ponto de esperança continental para a derrota da extrema direita. E por isso estamos de forma tenaz na campanha de Lula, pela unidade anti-imperialista, em defesa do Brasil e da América Latina contra as sistemáticas agressões de Trump e de seus serviçais.
A luta na América Latina
Na América Latina, as ações drásticas contra Cuba e Venezuela, assim como a interferência direta em eleições, como visto recentemente na vitória da extrema direita da Colômbia, fazem parte da nova doutrina de Trump para transformar o continente novamente no quintal estadunidense. As imposições coloniais ao governo venezuelano após o sequestro de Nicolás Maduro e Cilia Flores e o aprofundamento do embargo que leva o povo cubano a uma enorme crise humanitária são os exemplos mais agudos do novo “corolário Trump” na região.
Mas não são os únicos. Ao lado de seus aliados reacionários como Javier Milei na Argentina, José Antonio Kast no Chile ou Nayib Bukele em El Salvador, o governo neofascista dos EUA avança e tem vitórias também sobre outros países, como visto recentemente na vitória da direita nas eleições da Bolívia, com Rodrigo Paz, e do Peru, com Keiko Fujimori. Junto ao Paraguai, ao Uruguai e a outros governos da região, tentam controlar o continente latino-americano — seus povos e recursos naturais — de norte a sul.
A recente presença de Milei na convenção do PL, prestando apoio a Flávio Bolsonaro junto com Netanyahu e outros representantes internacionais do fascismo, demonstra como as próximas eleições brasileiras são estratégicas para a extrema direita, que se organiza cada vez mais para além das fronteiras. Assim como aconteceu nas últimas eleições colombianas, as próximas eleições brasileiras também podem enfrentar um cenário de intervenções de vários tipos, que vão desde pressões diplomáticas até mesmo à disseminação de fake news oriundas dos “gabinetes do ódio” tolerados ou incentivados pelas grandes corporações proprietárias das redes sociais.
E surgem também outros riscos. A sistemática repressão estatal instituída por Bukele em El Salvador torna-se cada vez mais o exemplo da extrema direita no campo da segurança pública, defendendo o encarceramento em massa e o genocídio da juventude negra como saídas simplistas e ilusórias para os problemas da segurança pública. Da mesma forma, as propostas de corte orçamentário baseadas na “política da motosserra” implementadas por Milei na Argentina também surgem como resposta para a questão orçamentária brasileira, protegendo os mais ricos e punindo os mais pobres através da manutenção da exploração do trabalho e de outras desigualdades estruturais.
Não por acaso, a extrema direita continental combina o aumento da exploração dos trabalhadores com a ampliação da repressão estatal, buscando controlar e atacar setores da população cada vez mais empobrecidos. Tais ideias econômicas se ampliam também para outros campos, impondo ideologias conservadoras e uma lógica de suposta meritocracia para cortar recursos dos serviços públicos, retirar direitos sociais e ampliar o poder dos capitalistas na relação com os estados e também com a classe trabalhadora.
Mas tudo isso não acontece sem resistência. A ascensão da extrema direita no continente é parte de um processo de polarização no qual também se distinguem as lutas populares de diversos tipos. Nas recentes eleições da Colômbia e Bolívia, a diferença que levou a extrema direita ao poder foi mínima e, nos dois países, sente-se a presença de respostas combativas a esta dinâmica. Na Argentina, uma das vitrines dos neofascistas, a mobilização popular também responde nas ruas com grandes marchas desde o início do governo Milei, ao mesmo tempo em que a esquerda radical surge como alternativa eleitoral consolidada nas massas.
Uma onda de solidariedade se espalhou em favor de Cuba, mesmo com a crise humanitária enfrentada decorrente da ampliação do embargo estadunidense. Assim como na Venezuela, que recentemente enfrentou um enorme terremoto que deixou milhares de mortos e gerou comoção internacional, ao mesmo tempo em que Trump busca consolidar seu poder no país e estabelecer um governo títere baseado na negação dos princípios fundamentais do chavismo.
Agressões imperialistas que se espalham pelo mundo
A sanha imperialista se espalha por todo o planeta. O genocídio do povo palestino, operado por Netanyahu e seu governo sionista de extrema direita, comprova o papel de Israel como uma fortaleza militar do Ocidente no Oriente Médio construída a partir de um regime de apartheid. A recente guerra contra o Irã, na qual Trump continua humilhado consecutivamente através da resistência do povo iraniano, também é parte central deste jogo internacional orientado pelas tentativas de reequilíbrio de uma ordem internacional desordenada pela crise capitalista e pelo caos geopolítico.
Na Palestina, o sionismo dá uma demonstração exemplar sobre qual é o método de agressão final do imperialismo: o extermínio total de populações através da limpeza étnica. Tal método já foi implantado outras vezes, tal qual na Alemanha nazista, mas agora acontece de forma sistematicamente registrada por imagens e publicada em todo o planeta. Perante a indignação generalizada, o governo de Netanyahu dá o mais contundente exemplo mundial sobre qual é a disposição final da extrema direita. O genocídio sistemático operado pelas Forças Armadas israelenses se combina com o incentivo de pogroms feitos por colonos israelenses que ocupam Jerusalém e a Cisjordânia, repetindo de forma triste os mesmos métodos que o povo judeu sofreu na Europa por séculos.
O Estado israelense serve então de ponto avançado dos interesses ocidentais no Oriente Médio, defendido pelos interesses militaristas e pelo poderoso lobby sionista nos EUA. Junto às monarquias como Arábia Saudita, Jordânia, Emirados Árabes e outras da região que se sustentam pelo apoio imperialista, Trump e Netanyahu tentam impor uma nova ordem ainda mais regressiva na qual a derrota do Irã é estratégica.
Defendemos o direito à resistência do povo iraniano da mesma forma como defendemos o direito à resistência do povo palestino e de todas as outras nações agredidas. Estivemos com as mulheres iranianas em suas recentes mobilizações democráticas e isso não nos impede de apoiar a heroica luta do povo iraniano contra o cinismo imperialista que bombardeia o país e mata civis para subjugar uma nação independente.
Da mesma forma, apoiamos as inúmeras mobilizações da Geração Z ao redor do planeta. Na América Latina, na África e na Ásia vemos levantes estudantis eclodirem contra governos antidemocráticos e corruptos. Nas últimas semanas, a Índia governada pelo fascista Narendra Modi viu a chamada “revolução das baratas”, na qual jovens questionaram o governo no movimento mais potente até então contra o fundamentalismo religioso de Modi. Da mesma forma como vimos há meses em Bangladesh, no Sri Lanka e em outros países da região.
E tais mobilizações atingiram também o continente africano. O levante juvenil do Quênia em 2024 teve um caráter profundamente antineoliberal, com reivindicações econômicas e democráticas se combinando de forma muito progressiva. Da mesma forma, aconteceram mobilizações parecidas em outros países do continente, tal como na Nigéria, em Angola, Moçambique e outros. Como um país formado pela diáspora africana, vemos a atuação do Brasil em apoio a esses movimentos como um elemento estratégico na resistência antifascista mundial.
Estados Unidos: o povo derrotará Trump
A resistência contra a extrema direita internacional não vem apenas do Sul Global. Nos Estados Unidos, setores cada vez mais amplos da população se colocam contra as tentativas de fechamento do regime de Trump, que já anuncia as intenções de se manter ilegalmente no cargo após o fim do mandato.
Cenas das ações de resistência comunitária em defesa de comunidades imigrantes contra o ICE, a nova polícia política trumpista, circularam ao redor do mundo, com sacerdotes, professores e outros funcionários públicos se colocando veementemente contra os desumanos ataques promovidos pela força anti-imigração. Em vez de quebrar tais laços comunitários, a política da extrema direita tem como efeito colateral o fortalecimento desses laços, indicando que a imensa maioria do povo estadunidense — um povo de enorme classe trabalhadora e constituído pela imigração — está contra o fascismo de Trump e suas consecutivas agressões internas e externas.
Em Nova York, vemos o prefeito Zohran Mamdani atuar como um dos principais símbolos dessa resistência, taxando os mais ricos, ampliando serviços públicos e defendendo comunidades imigrantes. Mas ele não é o único: o crescimento dos Socialistas Democráticos da América (DSA), a maior organização de esquerda dos EUA e da qual Mamdani faz parte, demonstra que há luta popular também no coração do império e que é possível derrotar Trump.
Sâmia Bomfim: uma deputada internacionalista em defesa do Brasil
Nossa tarefa é derrotar a extrema direita no Brasil e no mundo! Por isso, apoiamos Sâmia Bomfim candidata a deputada federal! Representando as posições internacionalistas mais avançadas nessa disputa eleitoral, Sâmia é uma deputada combativa e anti-imperialista, sempre em defesa da soberania nacional e da solidariedade internacional antifascista.
Sâmia é e continuará sendo imprescindível para refletir essas lutas no Congresso. Estamos com Lula e Sâmia para derrotar Trump, promover a solidariedade internacional e a dignidade para todos os povos afetados pelo imperialismo no planeta.
Defendemos
Contra a ingerência estrangeira
- Combater todas as formas de pressão das grandes potências contra o Brasil, aplicando medidas de reciprocidade diplomática.
- Investigar e punir duramente cidadãos brasileiros que conspiram a favor de grandes potências contra os interesses nacionais.
Soberania financeira
- Proibir que instituições financeiras e entidades supervisionadas pelo Banco Central ou pela Comissão de Valores Mobiliários apliquem no Brasil sanções administrativas ou financeiras decorrentes de ordens ou leis estrangeiras sem respaldo na legislação nacional.
Soberania nos recursos naturais
- Defesa dos recursos naturais brasileiros contra a espoliação das grandes empresas nacionais.
- Proibição da venda ou concessão de empresas de áreas estratégicas para conglomerados internacionais e protagonismo da população local sobre os métodos de extrativismo.
Contra os genocídios em todo o planeta
- Ação concreta contra ações de limpeza étnica promovidas por estados e grupos em todos os continentes, a exemplo do genocídio palestino.
- Promover relações internacionais que denunciem estas medidas e proibir o comércio bilateral com estados que promovem ações genocidas.
Denunciar a ação imperialista na América Latina
- Construir ações de solidariedade continental entre os povos contra o imperialismo militarista de Trump e de seus governos asseclas.
- Defender a autodeterminação de Cuba e da Venezuela perante os bloqueios e assédios operados pelos EUA.
Autodeterminação para todos os povos do mundo
- Apoiar o direito à autodeterminação nacional de todos os povos do mundo, a exemplo dos palestinos, dos curdos, dos saarauis, entre outros povos ocupados militarmente por país estrangeiro.
O que Sâmia fez
- Defendeu o rompimento das relações entre o Brasil e Israel, bem como atuou para impedir o envio de aço brasileiro para Israel.
- Solicitou ações urgentes do Governo para a proteção dos brasileiros na flotilha rumo à Gaza.
- Participou de diversas mobilizações em defesa do povo palestino.
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